Marie: estou apaixonada
Leo: que estranho, hoje ainda é terça feira e você já está apaixonada?
Marie: não entendi
Leo: é que normalmente você se apaixona nas sextas feiras ou em véspera de feriado
Marie: rs..
08 novembro 2011
05 novembro 2011
beijo com gosto de chocolate argentino
uma noite;
àquela noite;
dormi na noite;
feliz noite;
beijo de boa noite;
apenas uma noite;
A noite;
feliz boa noite;
noite, luxo, banheira e beijo de noite;
diga-me, ó noite;
bela noite, linda noite, clara noite;
bom dia e até uma qualquer outra noite.
àquela noite;
dormi na noite;
feliz noite;
beijo de boa noite;
apenas uma noite;
A noite;
feliz boa noite;
noite, luxo, banheira e beijo de noite;
diga-me, ó noite;
bela noite, linda noite, clara noite;
bom dia e até uma qualquer outra noite.
01 novembro 2011
condições de uma garota mal-comportada
já cansei de limpar barbas para outras se aproveitarem do que foi encerado, lustrado e penteado, já chega de bigodes reclamões e sem pretensões à vida; cavanhaques que não me impressionam e o pior, caras limpas sem muito o que dizer.
quero jantares a luz de vela, nem que a vela seja àquela de sétimo dia do seu avô; preciso que me busquem no serviço com um vinho barato e me convidem para ficar na praça a conversar baboseira da vida; quero sim ir ao cinema, nem que seja aquele que eu já vi, mas era o mais barato que você pode me levar; seria legal sair da aula e dar de cara com o par me esperando pra almoçar num restaurante ou simplesmente um pastel no boteco ali da praça com garapa sem açúcar; gosto de receber flores, principalmente aquelas arrancadas do vizinho alheio; me convide pra dançar billy holiday no quarto sujo que a sua mãe tanto mandou você limpar; ligações no meio da madrugada me animam pra acordar, principalmente se eu não acordar e ver a ligação perdida no dia seguinte.
sim eu quero atenção, já cansei de ser a única que tenta impressionar, a única que vai até você; não quero mais me apaixonar por livros, mas pelo dono deles; sou romântica e exijo não, necessariamente, exclusividade, mas privilégios de primeira dama.
não é porque te liguei pra sair, que estou, necessariamente, afim de você; não é porque lhe emprestei um livro, que terás um beijo no dia da devolução; dou atenção a todos os amigos da mesma forma, então não é porque fiquei horas falando sobre livros, musica e filmes com você, que quero me casar com você; ir a sua casa não significa que você pode me beijar sem aviso ou conquistas anteriores, você me faz bem e ir a casa de alguém pode ser apenas que quero uma intimidade maior, mas não a intimidade que você quer.
vamos, me mostre que pode ser importante para mim; vem aqui e me dê o carinho que preciso
quero jantares a luz de vela, nem que a vela seja àquela de sétimo dia do seu avô; preciso que me busquem no serviço com um vinho barato e me convidem para ficar na praça a conversar baboseira da vida; quero sim ir ao cinema, nem que seja aquele que eu já vi, mas era o mais barato que você pode me levar; seria legal sair da aula e dar de cara com o par me esperando pra almoçar num restaurante ou simplesmente um pastel no boteco ali da praça com garapa sem açúcar; gosto de receber flores, principalmente aquelas arrancadas do vizinho alheio; me convide pra dançar billy holiday no quarto sujo que a sua mãe tanto mandou você limpar; ligações no meio da madrugada me animam pra acordar, principalmente se eu não acordar e ver a ligação perdida no dia seguinte.
sim eu quero atenção, já cansei de ser a única que tenta impressionar, a única que vai até você; não quero mais me apaixonar por livros, mas pelo dono deles; sou romântica e exijo não, necessariamente, exclusividade, mas privilégios de primeira dama.
não é porque te liguei pra sair, que estou, necessariamente, afim de você; não é porque lhe emprestei um livro, que terás um beijo no dia da devolução; dou atenção a todos os amigos da mesma forma, então não é porque fiquei horas falando sobre livros, musica e filmes com você, que quero me casar com você; ir a sua casa não significa que você pode me beijar sem aviso ou conquistas anteriores, você me faz bem e ir a casa de alguém pode ser apenas que quero uma intimidade maior, mas não a intimidade que você quer.
vamos, me mostre que pode ser importante para mim; vem aqui e me dê o carinho que preciso
30 outubro 2011
Ana Clara Fujifilme
duas amigas;
aquela que dita tabus
e a que quebra todos eles;
uma desnorteadamente santa
outra perfeitamente louca;
garota dos livros
moça das comunicações;
sentimentos dados
carinhos recebidos;
morena clara
japonesa loira;
cadê os nossos amores?
pois está dentro do coração.
frustradamente doida
doidamente frustrada;
amiga, amo-te de todo coração, e a verdade é que se um romance morrer, me matarei, mas se você morrer, não precisarei morrer, já estarei morta.
29 outubro 2011
barbas desbarbadas
fim de um longo começo
começo de um desastroso fim..
..
...
....
e assim ela leva a vida, querendo mais e endurecendo o coração o máximo que pode, sugando culturas e comendo corações.
começo de um desastroso fim..
..
...
....
e assim ela leva a vida, querendo mais e endurecendo o coração o máximo que pode, sugando culturas e comendo corações.
28 outubro 2011
escreve ai marie
vai Marie, vou ditando e voce vai escrevendo, nao estou num momento certo para escrever agora (anda logo que hoje nao estou de sarro pra ficar de blablabla, a noite está uma delicia, a verdade é que eu quero encher a cara e enquanto nao posso sair dessa merda, fico aqui com voce):
a menos de duas semanas, tudo estava bem, eram cinco lances, cinco rapazes, (nao esquece do sexto, que mesmo sendo incerto, é necessario que pronuncie-o), está bem, tem um louro que de vez em quando aparece na minha cabeça tambem. enfim, continuando, e eu estava bem, feliz por pensar em cinco(mais um) e continuar com a vida equilibrada, porem como nada sao flores, tudo começou a desabar, agora foram subtraidos dois da lista, um pelo simples motivo de querer algo serio e o outro por tambem querer algo serio, mas com outra moça, quer dizer, uma vovó que encontrou na praça.
(cara, nao sei do que voce está falando, a um mes atras voce pegava um cara de 35 anos, e voce literalmente o conheceu numa praça) agora olhando a balança, o que me dói mais é o primeiro, planejavamos a nara e uma casa na praia, eu só nao queria materializar tao cedo e ele nao entendeu. (ela vai ficar fodida, mas é hora de falar desse cara: 23 anos, fotografo, com uma barba apaixonante, ama todas as literaturas que ela é apaixonada e o melhor de tudo ama ACAMPAR, tem coisa melhor que acampar num lugar tranquilo, com um rapaz apaixonante?, idiota que perdeu o homem da vida..); segundo fim, não mais aterrorizador que esse, e nem um pouco chocante, se ele nao fosse 'terminado' pelo rapaz, que na verdade simplesmente disse que quer ficar com a tal vovó, terminaria por mim, quer dizer, nao tinha o que terminar, eramos apenas amigos, mas a gente sempre gosta de dizer que tem alguem, só por volume(se eu disse do fotografo apaixonante tenho que falar desse rapazinho, que querendo ou nao, mexeu com o coração da moça que a mim dita o que tenho que escrever: bonito, 21 anos, atendifaceista/operário, nao mais barbudo que o primeiro, mas tinha uma ralinha, gostava de muita coisa que ela, musicalmente falando); que que voce está fazendo ai, nao estou ditando nada e voce está escrevendo.
primeiro fim: a uma semana e meia me senti largada pisoteada e resolvi enviar um email, já que o rapaz nao tem nada a mais do que isso de comunicação, e ele gentilmente a menos de uma semana me respondeu dizendo que nao queria algo aberto com uma moça que, frustrada com o relacionamento que tem com o pai, quer, mas tem medo de encontrar num rapaz a imagem do pai, que nunca foi protetor, mas sim monstruosamente assustador, e deu um fim num lance que estava sendo legal, pra falar a verdade eu estava quase largando tudo e todos por esse moço, se ele esperasse mais uns meses...
segundo fim: nao tem nem duas semanas que eu tenho cogitado pro meu coração que as coisas nao iam bem e nao deviam nem ter começado, um amigo mais do que outra coisa, um moço que merece respeito e ombro, quando precisar chorar depressivamente.
é o fim, (que drama), o fim de um longo começo, que venham mais fins, que comecem outros meios e outras certezas incertas do amor, sim amor, porque tudo que se sente por alguem é amor, mais ou menos intensamente, mas amor..(horrivel isso, é a primeira vez que ela fala sobre o tal amor dessa forma, isso se chama TPM)
escreve ai marie, uma observação para a proxima postagem: falar sobre o furo da bolha.
(como ela é dramatica, tudo porque está num periodo feminino de infernizar, ainda bem que nao tenho isso, pois sou apenas uma imaginação, e imaginações nao sofrem de depressao pós fins de lances). para de escrever e vai encher a cara, que tanto estava afim, (xiii, só depois das 22:30 minha cara)
a menos de duas semanas, tudo estava bem, eram cinco lances, cinco rapazes, (nao esquece do sexto, que mesmo sendo incerto, é necessario que pronuncie-o), está bem, tem um louro que de vez em quando aparece na minha cabeça tambem. enfim, continuando, e eu estava bem, feliz por pensar em cinco(mais um) e continuar com a vida equilibrada, porem como nada sao flores, tudo começou a desabar, agora foram subtraidos dois da lista, um pelo simples motivo de querer algo serio e o outro por tambem querer algo serio, mas com outra moça, quer dizer, uma vovó que encontrou na praça.
(cara, nao sei do que voce está falando, a um mes atras voce pegava um cara de 35 anos, e voce literalmente o conheceu numa praça) agora olhando a balança, o que me dói mais é o primeiro, planejavamos a nara e uma casa na praia, eu só nao queria materializar tao cedo e ele nao entendeu. (ela vai ficar fodida, mas é hora de falar desse cara: 23 anos, fotografo, com uma barba apaixonante, ama todas as literaturas que ela é apaixonada e o melhor de tudo ama ACAMPAR, tem coisa melhor que acampar num lugar tranquilo, com um rapaz apaixonante?, idiota que perdeu o homem da vida..); segundo fim, não mais aterrorizador que esse, e nem um pouco chocante, se ele nao fosse 'terminado' pelo rapaz, que na verdade simplesmente disse que quer ficar com a tal vovó, terminaria por mim, quer dizer, nao tinha o que terminar, eramos apenas amigos, mas a gente sempre gosta de dizer que tem alguem, só por volume(se eu disse do fotografo apaixonante tenho que falar desse rapazinho, que querendo ou nao, mexeu com o coração da moça que a mim dita o que tenho que escrever: bonito, 21 anos, atendifaceista/operário, nao mais barbudo que o primeiro, mas tinha uma ralinha, gostava de muita coisa que ela, musicalmente falando); que que voce está fazendo ai, nao estou ditando nada e voce está escrevendo.
primeiro fim: a uma semana e meia me senti largada pisoteada e resolvi enviar um email, já que o rapaz nao tem nada a mais do que isso de comunicação, e ele gentilmente a menos de uma semana me respondeu dizendo que nao queria algo aberto com uma moça que, frustrada com o relacionamento que tem com o pai, quer, mas tem medo de encontrar num rapaz a imagem do pai, que nunca foi protetor, mas sim monstruosamente assustador, e deu um fim num lance que estava sendo legal, pra falar a verdade eu estava quase largando tudo e todos por esse moço, se ele esperasse mais uns meses...
segundo fim: nao tem nem duas semanas que eu tenho cogitado pro meu coração que as coisas nao iam bem e nao deviam nem ter começado, um amigo mais do que outra coisa, um moço que merece respeito e ombro, quando precisar chorar depressivamente.
é o fim, (que drama), o fim de um longo começo, que venham mais fins, que comecem outros meios e outras certezas incertas do amor, sim amor, porque tudo que se sente por alguem é amor, mais ou menos intensamente, mas amor..(horrivel isso, é a primeira vez que ela fala sobre o tal amor dessa forma, isso se chama TPM)
escreve ai marie, uma observação para a proxima postagem: falar sobre o furo da bolha.
(como ela é dramatica, tudo porque está num periodo feminino de infernizar, ainda bem que nao tenho isso, pois sou apenas uma imaginação, e imaginações nao sofrem de depressao pós fins de lances). para de escrever e vai encher a cara, que tanto estava afim, (xiii, só depois das 22:30 minha cara)
26 outubro 2011
Por Simone de Beauvoir
"No verão de meus quinze anos, no fim do ano escolar, fui duas ou três vezes remar no Bois com Zaza e outras colegas. Observei, numa aléia, um jovem casal que caminhava à minha frente; o rapaz apoiava ligeiramente a mão sobre o ombro da mulher. Emocionada subitamente, disse comigo mesma que devia ser doce avançar pela vida com uma mão sobre os ombros, tão familiar que mal se lhe sentia o peso, tão presente que a solidão se visse conjurada para sempre. 'Dois seres unidos', essas palavras faziam-me sonhar."
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