29 outubro 2011

barbas desbarbadas

fim de um longo começo


começo de um desastroso fim..

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e assim ela leva a vida, querendo mais e endurecendo o coração o máximo que pode, sugando culturas e comendo corações.

28 outubro 2011

escreve ai marie

vai Marie, vou ditando e voce vai escrevendo, nao estou num momento certo para escrever agora (anda logo que hoje nao estou de sarro pra ficar de blablabla, a noite está uma delicia, a verdade é que eu quero encher a cara e enquanto nao posso sair dessa merda, fico aqui com voce):
a menos de duas semanas, tudo estava bem, eram cinco lances, cinco rapazes, (nao esquece do sexto, que mesmo sendo incerto, é necessario que pronuncie-o), está bem, tem um louro que de vez em quando aparece na minha cabeça tambem. enfim, continuando, e eu estava bem, feliz por pensar em cinco(mais um) e continuar com a vida equilibrada, porem como nada sao flores, tudo começou a desabar, agora foram subtraidos dois da lista, um pelo simples motivo de querer algo serio e o outro por tambem querer algo serio, mas com outra moça, quer dizer, uma vovó que encontrou na praça.
(cara, nao sei do que voce está falando, a um mes atras voce pegava um cara de 35 anos, e voce literalmente o conheceu numa praça) agora olhando a balança, o que me dói mais é o primeiro, planejavamos a nara e uma casa na praia, eu só nao queria materializar tao cedo e ele nao entendeu. (ela vai ficar fodida, mas é hora de falar desse cara: 23 anos, fotografo, com uma barba apaixonante, ama todas as literaturas que ela é apaixonada e o melhor de tudo ama ACAMPAR, tem coisa melhor que acampar num lugar tranquilo, com um rapaz apaixonante?, idiota que perdeu o homem da vida..); segundo fim, não mais aterrorizador que esse, e nem um pouco chocante, se ele nao fosse 'terminado' pelo rapaz, que na verdade simplesmente disse que quer ficar com a tal vovó, terminaria por mim, quer dizer, nao tinha o que terminar, eramos apenas amigos, mas a gente sempre gosta de dizer que tem alguem, só por volume(se eu disse do fotografo apaixonante tenho que falar desse rapazinho, que querendo ou nao, mexeu com o coração da moça que a mim dita o que tenho que escrever: bonito, 21 anos,  atendifaceista/operário, nao mais barbudo que o primeiro, mas tinha uma ralinha, gostava de muita coisa que ela, musicalmente falando); que que voce está fazendo ai, nao estou ditando nada e voce está escrevendo.
primeiro fim: a uma semana e meia me senti largada pisoteada e resolvi enviar um email, já que o rapaz nao tem nada a mais do que isso de comunicação, e ele gentilmente a menos de uma semana me respondeu dizendo que nao queria algo aberto com uma moça que, frustrada com o relacionamento que tem com o pai, quer, mas  tem medo de encontrar num rapaz a imagem do pai, que nunca foi protetor, mas sim monstruosamente assustador, e deu um fim num lance que estava sendo legal, pra falar a verdade eu estava quase largando tudo e todos por esse moço, se ele esperasse mais uns meses...
segundo fim: nao tem nem duas semanas que eu tenho cogitado pro meu coração que as coisas nao iam bem e nao deviam nem ter começado, um amigo mais do que outra coisa, um moço que merece respeito e ombro, quando precisar chorar depressivamente.
é o fim, (que drama), o fim de um longo começo, que venham mais fins, que comecem outros meios e outras certezas incertas do amor, sim amor, porque tudo que se sente por alguem é amor, mais ou menos intensamente, mas amor..(horrivel isso, é a primeira vez que ela fala sobre o tal amor dessa forma, isso se chama TPM)
escreve ai marie, uma observação para a proxima postagem: falar sobre o furo da bolha.
(como ela é dramatica, tudo porque está num periodo feminino de infernizar, ainda bem que nao tenho isso, pois sou apenas uma imaginação, e imaginações nao sofrem de depressao pós fins de lances). para de escrever e vai encher a cara, que tanto estava afim, (xiii, só depois das 22:30 minha cara)

26 outubro 2011

Por Simone de Beauvoir

"No verão de meus quinze anos, no fim do ano escolar, fui duas ou três vezes remar no Bois com Zaza e outras colegas. Observei, numa aléia, um jovem casal que caminhava à minha frente; o rapaz apoiava ligeiramente a mão sobre o ombro da mulher. Emocionada subitamente, disse comigo mesma que devia ser doce avançar pela vida com uma mão sobre os ombros, tão familiar que mal se lhe sentia o peso, tão presente que a solidão se visse conjurada para sempre. 'Dois seres unidos', essas palavras faziam-me sonhar."

25 outubro 2011

minha vida sem mim

sabe aquela vontade máxima que você tem de sumir inconsequentemente, sem avisar a ninguém, e ir onde te dá prazer; acabei de ver um filme que me deu essa sensação; vai parecer loucura, mas a verdade é que a partir desse momento a maior vontade que eu tenho é de me jogar do 16° anda, só que antes eu quero viver, viver intensamente; não é aquela vontade de usar drogas, beber e transar loucamente, não, é uma vontade cotidiana, àquela vontade que você tem de deixar que se apaixonem por você, de ter filhos, colocar o nome deles de Arnaldo e Nara, e dar de comer e beber, chamar os amigos íntimos pra jantar na sua casa, ficar o dia todo preparando a comida e no final simplesmente sentar à mesa e jogar papos pro ar.
é loucura, todo mundo que me conhece um pouco, vai entender, ou se não entender, vai querer viver esses momentos comigo..deu vontade de ir a uma confeitaria e convidar o primeiro rapaz que encontrar solitário numa mesa, pra tomar café e comer torta de limão, e depois ir pra casa dele e ficar ouvindo qualquer disco velho que faça com que ele nunca se esqueça de mim .
meu desejo maior agora é sair com uma moto ou como pedinte de carona e viajar o país todo, sem parar, ou melhor, parando em cada cidadezinha e perguntando 'quem é o homem mais velho da cidade?' e todas as vezes que encontrar, sentar numa mesa do boteco mais sujo e pedir que ele me conte a historia mais surpreendente que aconteceu na vida daquele lugar.
eu quero que sintam minha falta, que chamem a policia à minha procura, e acreditem na carta que eu vou deixar antes de pedir a primeira carona.
aah, que sensação de liberdade, da vez que eu tinha menos de cinco anos e abaixava o vidro do carro que meu pai dirigia a muitas kilometragens por hora em direção a praia, numa estrada deserta e tirava a cabeça pra fora, sem conseguir respirar e minha mae mandava que eu voltasse pra dentro do carro, mas eu nao fazia isso, só porque dava pra fazer um barulho diferente com a boca em contato com o vento.....que sensação deliciosa.......
entretanto o mais triste, é que a unica coragem que eu tenho nesse momento, é de ir ali na area de serviço e tirar a roupa da maquina de lavar, na verdade nem isso estou afim de fazer, quero minha cama pra viajar em pensamentos, porque essa, anda sendo a unica viajem que eu to podendo fazer

18 outubro 2011

historia do não faz de conta.

era uma vez uma garota, que estudava estudava e estudava, na semana da prova tao esperada, nao aguentando mais, se atirou da janela do seu apartamento no 16° andar, todos choraram e em homenagem, a entidade a qual ela faria a prova, decidiu acabar com a forma de aprovar alunos para entrar na faculdade, porem já era tarde, os estudantes haviam como homenagem, se jogado da janela, tanto faz se do 1° andar ou 20°, e a entidade em homenagem, decidiu aprovar todos aqueles que não tiveram a coragem de se jogar, porem já era tarde, porque esses haviam decidido viver ao léu, à quem da sociedade, e em homenagem a tudo isso, o mundo acabou

14 outubro 2011

vira pó e só.

o meu suor vira pó no final do mês;
se torna desejos de ter desejos
acabando em piras doidas de uma tentativa por um mundo perfeito
suor, pingos d'água que derretem e evaporam ao passar do dia, que se transformam em  sonhos,
mas nunca, nunca em realizações

12 outubro 2011

grandes momentos; nenhuma intimidade

saudade, de quando éramos apenas conhecidos na frente de um bar;
das vezes em que te via e sentia um aperto e um calafrio no coração;
de falar apenas sobre filmes, musicas e arte com você;
dos encontros despretenciosos que tínhamos, mas que eu procurava sempre ter;
a saudade da nossa amizade superficial, e que não havia sentimento ou intimidade alguma.
agora resta-me, os encontros previsíveis e inacabados, de bom grado, mas que me faz não pensar apenas no momento, mas a todo momento, não como um mártir ou desejo apaixonado, mas preocupação maternal