08 dezembro 2010

numa esquina parando pra descansar

são paixões passageiras, paixões que garantem um sorriso a cada momento, um rapaz do ónibus, o moço da balada, o menininho que tomava suco na casa da avó, ou o botequeiro, sujo e machista..eu adoro me apaixonar a cada esquina.e o dia em que parar numa delas, será apenas para um descanso.

06 dezembro 2010

psicodelia da vida

dançam,
entrelaçam as pernas;
ela sendo levada para um paraíso psíquico;
ele a carregando num girar, num abraçar;
são felizes naquela noite difícil de definir, naquele sentimento psicodélico de viver.

02 dezembro 2010

a cada mes, a cada dia.

e tudo volta ao normal;
é me apaixonando a cada esquina que eu percebo,
tudo volta ao normal.

22 novembro 2010

Por Dostoiévski

Era uma vez uma barata,
Barata desde pequena,
Que depois caiu num copo
Cheio de pega-moscas...

A barata ocupou o lugar,
As moscas se queixaram.
"Muito cheio o nosso copo" -
Para Júpiter gritaram.

Mas enquanto elas gritavam,
Apareceu Nikífor,
Velhote no-bi-líssimo...

(Fábula - Capitão Lebiádkin)

17 novembro 2010

Idas e vindas cariocas 1

de cima, vê-se o morro dos dois irmãos, a praia e as pessoas andando;
dá pra imaginar, como era tudo isso na época do descobrimento, no período imperial..
tudo cheio de árvores, bichos, indígena, um mangue misturado com as areias da praia, lagoa confundida com o mar, ipanema nao era assim nao; tudo muito encantador;
paro, penso;
vamos embora minha gente, depois da destruição carioca, só nos resta fugir, com vergonha do feito.

08 novembro 2010

sozinha, comigo mesma.

fazem três meses que a minha vida mudou, na verdade esse ano foi de mudanças, li mais do que de costume, e no começo do ano fiz loucuras aos quais eu não pretendo fazer mais..mas o que importa agora são esses três últimos meses, é engraçado escrever sobre eles, porque não tem o que escrever, eu não fico mais de porre, e tem um mês que não coloco um cigarro na boca, trabalho a três meses e não tenho dinheiro, minha estante de livros é cada vez maior, o dono do sebo nunca ficou tão feliz quanto nesses últimos tempos.
o mais engraçado de todos esses meses é que eu ando sozinha, o que eu tive de porre, de amizade, de roles, o ano passado, esse ano me faltou, eu saio sozinha a três meses, e o que era uma falta pra mim, hoje em dia é uma felicidade, eu gosto de sair, comprar uma cerveja e ficar na praça olhando pro nada, ou olhando para as pessoas que estão se divertindo, os casais se abraçando, o que eu achava um porre, eu estou admirando demais, até choro quando vejo um casal bonito, pra mim, ultimamente todos os casais são bonitos, desde aquele casal playboy que se mela de açúcar até àqueles que se odeiam mas que estão juntos. estou a cada dia mais emotiva.
a cada dia que passa eu estou gostando mais de sair sozinha, meus amigos não estão mais comigo e não é por culpa deles, eu já não aguento mais sair com ninguém, qualquer assunto que eu replicava, falava, gritava; os assuntos não me desgastam mais como antes, ir pro bar com alguém é ficar sozinho, não entro mais em assunto nenhum, não dou palpite nenhum, fico ali, bebendo de graça, porque como eu disse, dinheiro está foda pra mim.
 Eu não respeito mais ninguém, é serio, aquela garota de bom humor não existe mais, minha mãe coloca culpa num rapaz, mas a culpa é minha, o humor é meu. Só as crianças me satisfazem, elas me deixam alegre, e o engraçado disso é que a um ano atrás eu odiava crianças.
O ano vai terminando e coloco na balança tudo que aconteceu, o fim tinha que ser esse, eu gosto. me diverti todos esses meses, menti, dissimulei e gostei, no final eu sempre fico na minha, não foi diferente em nenhum ano, o fim do ano eu sempre fico ali, comigo, lembrando do ano todo, esse ano não poderia ser diferente.
e só posso concluir uma coisa, gosto, ficar sozinha, é, digamos que, bacana.

04 novembro 2010

Ponto de onibus

Se olham meio sem jeito, tanto a garota como o rapaz; ela, vindo da faculdade e ele do serviço, ela de calça jeans e camisa, ele de social. Se entre olham com uma certa timidez, conversam, ou melhor, seus olhos se enamoram.
tudo isso acontece num mínimo tempo, porque logo o ónibus dela chega, desvia os olhos e vai embora, com um aperto no coração; ele fica ali, parado quieto e recordando toda a sua vida, ela olha entre a janela, suspira e acaba de lembrar que não tinha dinheiro para o ónibus..agora é parar no próximo ponto, e se apaixonar de novo.