Eu não peço por fidelidade, muito menos que se grude a mim na sexta e sábado de noite.
na verdade, eu só queria um pé gelado grudando em mim nas noites de segunda feira, pra me fazer lembrar do porque eu existo.
queria mesmo era uma companhia para o cinema, um sorriso nas noites de teatro e uma mão pra me guiar numa exposição chata e convencional.
Vamos lá, não estou pedindo muito, só queria alguem pra poder amar.
o difícil disso tudo, é amar aguem!
30 maio 2013
22 maio 2013
17 maio 2013
Saudade é um aperto chato no coração, falta folego quando ele aparece
fui conversar com uma amiga, ela citou o nome do rapaz cabeludo e andante, meu coração virou gelo, suspirou e eu fiquei com saudade.
Será amor, será paixão, ou só aquela ilusão que a gente tem de achar que o misterioso é mais interessante e instigante?
minha vida aqui, ele lá, não me atende, nem me dá atenção. Eu queria mais presença, mais aconchego, mais conversa, mais amor, mais reciprocidade.
só essas coisas que eu queria, mais nada. Nao peço fidelidade, nem inteligencia demais, sinto conforto com poucos emails, pode até não me querer de vez em quando, mas por favor: Me dá um pouco de atenção.
Será amor, será paixão, ou só aquela ilusão que a gente tem de achar que o misterioso é mais interessante e instigante?
minha vida aqui, ele lá, não me atende, nem me dá atenção. Eu queria mais presença, mais aconchego, mais conversa, mais amor, mais reciprocidade.
só essas coisas que eu queria, mais nada. Nao peço fidelidade, nem inteligencia demais, sinto conforto com poucos emails, pode até não me querer de vez em quando, mas por favor: Me dá um pouco de atenção.
À uma amiga em distancia
A saudade é tanta, que não cabe mais no coração, foi parar no fígado. Por sua causa eu posso ficar com uma ulcera.
Mas a verdade é que eu tenho curado com cachaça, vem logo, porque a garrafa é grande e só você é a certa pra dividir comigo.
te amo!
À Nina Muniz
Mas a verdade é que eu tenho curado com cachaça, vem logo, porque a garrafa é grande e só você é a certa pra dividir comigo.
te amo!
À Nina Muniz
27 abril 2013
Por Neal Cassady
"Ruas escuras, centenas de automóveis silenciosos estacionados em cima da estrada de ferro, edifícios mamutes, muitos com as luzes ainda acesas, aparecendo de súbito contra o perfil mais escuro, casas isoladas, casa de sujeira, de barulho, umas alegres, depois escuras, muito escuras; fico imaginando como sao seus moradores. Outdoors, cartazes enormes, beba isso, coma aquilo, use todo tipo de coisas, TODOS VOCES, o melhor, o mais barato, o mais puro e que lhe dará mais satisfação entre todos os congêneres existentes no mercado. Luzes vermelhas piscando de todos os lados, cuidado aviões; carros zunindo, faróis, mais luzes. Trabalhadores consertam os encanamentos de gás. Anúncios, anúncios, luzes, ruas, ruas; é a escuridão entre elas que me atrai - o que estará acontecendo ali nesse exato instante? Que coisas escondidas, gloriosas talvez, passamos e perdemos para sempre. A congestão diminui, um cone de vazios mais largos se estende à frente do trem, agora deixamos o centro, e passado seu núcleo principal, as linhas interligadas perdem o pulso e nos entregam ao cuidado meticuloso do plano automático do Sistema. O labirinto de trilhos se desenovela das teias de cruzamentos de intelectualidade ferroviária para se tornar uma simples e digna linha principal; essas costelas de medidas precisas tão incessantemente trabalhadas, respeitadas, temidas. Oh, infindável estrada! da auto-intriga"
18 abril 2013
A ex bem comportada
Bem me lembro quando eu era uma moça comportada:
não lia nada fora do normal,
assistia novela e televisão o dia todo,
brincava de boneca,
ia a igreja
e fofocava dos amigos.
Mas eu caí na clandestinidade e hoje,
leio livros marginais,
assisto filmes sem sentido,
viajo sozinha por um rumo sem proposito.
E a minha vida é muito mais interessante!
não lia nada fora do normal,
assistia novela e televisão o dia todo,
brincava de boneca,
ia a igreja
e fofocava dos amigos.
Mas eu caí na clandestinidade e hoje,
leio livros marginais,
assisto filmes sem sentido,
viajo sozinha por um rumo sem proposito.
E a minha vida é muito mais interessante!
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